Ensaio
Esta nova ala tem a finalidade de explorar artisticamente figuras históricas obscuras. Sendo um exercício de imaginação e pesquisa de seres reais e irreais que povoam o imaginário noturno do mundo.
ERZSÉBET BATHORY
(Elizabeth Bathory)
por VIVINES
ALEPH ZETH
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A Condessa Elizabeth Bathory nasceu em 1560. Ela foi e ainda é famosa por ser considerada uma das "maiores" vampiras da humanidade. Citada por alguns estudiosos como húngara, Bathory na verdade nasceu no que é hoje a República Eslovaca. O maior cenário de seus crimes foi no Castelo de Cachitice localizado na fronteira Eslováquia, Áustria e Hungria. O período histórico de sua vida foi quando os turcos do Império Otomano conquistaram a Hungria, batalhas históricas e disputas religiosas marcaram época. A família de Bathory se juntou ao protestantismo. Foi criada em Ecsed e desde criança já apresentava um comportamento bizarro, ficando doente facilmente e tendo crises nervosas intensas. Stephen se tornou príncipe da Transilvânia e alguns anos depois foi imperador na Polônia. Em 1574, a Condessa se apaixona por um camponês e fica grávida. Prometida á Conde Ferenc Nadasdy, foi escondida até a chegada do bebe. Em 1575, exatamente em maio, Bathory se casa com Nadasdy; este por ser um soldado, ficava muito tempo fora de casa. Bathory, como todas as mulheres dessa época, tinha o dever de cuidar da casa, o Castelo Savar. Começa aqui o primeiro relato de sua "maldade", começando pela contratação de varias empregadas jovens. Nessa época era extremamente normal maltratar os empregados, mas a vitalidade e vontade que Bathory fazia isso impressionavam ate os mais severos. Ela punia pesadamente suas empregadas, e quando não gostava de alguma fazia de tudo para que sua temporada no castelo não durasse muito tempo e não fosse muito alegre.Bathory começava suas torturas enfiando vários pinos de metal (mais ou menos de 1,5cm de largura) em varias partes sensíveis do corpo, inclusive embaixo das unhas. Sua clássica tortura matar sua vitima em uma noite gelada. Bathory a levava para o jardim, a neve caia e ela abandonava a sua vitima sem roupas na neve ate o congelamento corporal. E a posição de seu marido nisso tudo? Um conde importante como era casado com uma mulher tão macabra? E ele adorava e ate ajudou numa versão mais leve dessa tortura, para ser usada no calor, na qual os dois lambuzavam a mulher de mel e a deixava à mercê das abelhas. Em 1604 Conde Ferenc Nadasdy morreu, Elizabeth muito triste se muda da Republica Eslovaca para Viena e suas torturas não pararam por ai, apenas se tornaram piores. Sua companheira agora foi Anna Dravulia de quem nada se sabe, apenas q faleceu por volta de 1609. É mais ou menso nessa época que Bathory conhece uma mulher a qual a ajuda em suas maiores atrocidades... Seu nome era Erzsi Majorova e ela incorporou as torturas de Elizabeth Bathory uma enorme lista de pessoas da alta sociedade da época. Tanto que no mesmo ano Bathory matou uma jovem nobre e devido aos seus poderes conseguiu encobrir o fato supondo um suicídio. Cada vez menos servas não queriam trabalhar para a nossa Condessa. Em 1610, verão na Europa, autoridades locais começaram a investigar a vida de Elizabeth Bathory. Mas é mais que obvio que as autoridades não estavam interessadas em manter a "calma social", eles estavam mais interessados em deixar de pagar empréstimos que o falecido marido de Bathory fez ao rei e também confiscar suas terras. E aconteceu... em 26 de dezenbro de 1610 nossa Condessa Elizabeth Bathory foi condenada. Alguns dias depois o Conde Thurzo realizou o julgamento de Bathory que foi realizado com dois propósitos o mais importante era confiscar as terras de Elizabeth e depois condena-la. A prova que faltava para incriminar Elizabeth Bathory foi apresentada na segunda audiência (sete de janeiro de 1611). Consistia em uma agenda contendo o nome de todas sua vitimas (no qual historiadores discordam, tendo os que falam em 650 mulheres e outros que afirmam que eram aproximadamente 613) e ao lado seus cúmplices. Dependendo da intensidade e como atuaram seus "amigos" foram condenados de acordo com seus crimes. E o que sobrou para a Condessa Elizabeth Bathory? Condenada à prisão perpetua, Bathory foi presa em seu próprio castelo (Cachtice) em um aposento sem portas ou janelas, que tinha apenas uma minúscula abertura para que o ar e os alimentos passassem, completamente sozinha. Bathory conseguiu agüentar sua condenação por três anos. Bathory falece em 21 de agosto de 1614, sendo enterrada em Ecsed. Ocultismo ou puro prazer? Elizabeth Bathory, nos autos do processo, foi acusada de ser uma assassina sádica, vampira e lobisomem. Iremos apresentar alguns fatos descritos em sua agenda e relato de testemunhas...Tire sua própria conclusão. Bathory antes de matar sua vitimas mordia e arrancava pedaços de varias partes do corpo de algumas de suas empregadas, essa foi uma das razões de ser considerada um lobisomem, quanto ao vampirismo, além de beber o sangue, drenar e banhar-se no sangue de suas vitimas, Elizabeth Bathory foi condenada seguindo uma crendice popular da época nas terras eslavas que lobisomem enquanto vivesse, vampiro após a morte.Bathory se banhava no sangue de suas vitimas para reter a vitalidade, juventude e energia de suas servas mais jovens. Coincidência ou não Bathory era uma mulher muito bonita e atraente, mesmo depois de velha... Seu interesse pelo "banho de sangue" surgiu em uma historia contada no processo. Certo dia a Condessa, Já não mais uma mocinha, estava sendo penteada por uma jovem empregada, quando a menina acidentalmente puxou-lhe os cabelos com a escova. Elizabeth Bathory espancou-a deixando sangrando no chão...Gotas de sangue caíram em suas mãos e Elizabeth percebeu a forma mais jovial q a sua mão tomou, imitando a da moça. Foi a partir disso que Elizabeth Bathory sentia desejo de matar jovens virgens e banhar-se em seu sangue. Nessa mesma época, que coincide com a morte de seu marido, Elizabeth envolvida com homens mais jovens estava numa festa e perguntou a um deles o que faria se tivesse que beijar uma velha que lá estava. O homem respondeu com palavras de desprezo e a velha acusou Bathory de excessiva vaidade. Alguns historiadores ligam a morte de seu marido com essa vaidade e vontade de banhar-se em sangue. Após a morte de Bathory os autos do processo foram lacrados, pois poderia representar um escândalo, tanto que o rei na época (MathiasII) proibiu de se tocar no nome de Bathory em qualquer que fosse a ocasião. Aproximadamente em 1711, cem anos após sua morte, um padre jesuíta (?) chamado Laszlo Turoczy recuperou totalmente a historia de Bathory recolhendo informações locais, do povo de Cachtice e incluindo sua vida no livro da história da Hungria. O livro saiu em 1720, quando uma onda de vampirismo atacava a Europa Ocidental. Livros que falam de Elizabeth Bathory · Erzsebet Bathory, La Comtesse Sanglante, Autor: Valentine
Penrose Livro francês publicado em 1962; tradução de Filmes que contam a vida de Elizabeth Bathory · I Vampiri (The Devil's Commandment), Mario Brava hoje
diretor de filmes, foi o cinegrafista do filme citado, 1957; |
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O ensaio não seria possível sem a ajuda de VIVINES ALEPH ZETH.
E a colaboração de: DEUS NOITE, SUCCUBUS, MORGANA, MONSIEUR NICHOLAS LANZ COEUR, LUIZ FILIPE e CID VALE FERREIRA.