| Mãe... Luiz Alberto Machado Me deste a benção Por deus me seguir E eu louvado Dedico o amor infinito das estrelas Longe do teu seio Não tenho mais vigor Apenas o sentimento esconjurado Eu te dedico a minha canção desatinada Perdida nas matas do país Sou de tua carne o fruto O teu sacrifício E a tua dor mulher Foi no teu seio que me fiz feliz Ensinou-se a justiça A sede E o ter na repartição da coragem no chão Sou a vez do teu ventre Na queda do rio incólume Roço-te a pele e descubro dedicação Proeza de criança espevitada Mulher e homem é sim e não Rigor da concepção amanhã Os cacos de sonhos pela vida Na paixão pela professora Dedicada e prestimosa As dores de fígado noite adentro E o vômito surpreendente na sala de aula O insulto da vó empunhando chicote E o namoro inocente com a tia Foi preciso a vida de trinta e tantos anos Para sentir o desterro de Água Preta A violenta decepção dos anos O fumo logo cedo As aprontações no Ginásio Municipal As noites com vô em Badalejo A solidão eterna dos canaviais Foi preciso a vida para conhecer Batman Os desenhos da televisão A revolucionária Ana A passiva Anginha E o mimo exagerado de Geórgia O dia não era um só nas coleções de gibís No medo do Coração de Jesus Na adoração fanática pelo pai A fuga pro mundo se deu precoce Na bolinha jogada no bairro Na cantoria imaculada No namoro escondido No casório antecipado Na fuga a acolhida de Carma Sempre solícita As safadezas de Pai Lula E os desejos chegando muito cedo Todos os mitos comigo O cérebro e a cabeça A ternura fria A embriagues O exílio A separação A lâmina O adulto órfão Ainda brotam desejos nas ilusões A certeza incontida de vencer o mundo E em alta velocidade A penúria e o luxo disfarçado A reprovação na escola A pressa louca de conhecer o amanhã amanhã Quando me vires abatumado pelos recantos dessa geografia do país É que estou vigilante eterno da natureza Quando me vires gritando pelas esquinas É que sustento o choro no peito de milhares de filhos amaldiçoados Quando me vires marchando nas ruas é que estou cantando o futuro Quando me vires varando a noite é que não encontrei amparo no dia Quando me vires a chorar é que ainda não fui feliz Quando me vires rompendo divisas é que continuo a semear o melhor de ti lutando incansavelmente Pelos caminhos duros do amanhã Pagina dedicada a Mathilde-Eugenia Bezerra- Brasil Home | Poemas Pensamientos y Mas | Recetas | Color del Amor Musica | Postales | Colorea | Loteria | Contacto Galeria de Poetas | Potpourri | Humor | Nuestras Lagrimas Gratis-Recursos | Suscribir | Enlaces Navidad Copyright©2002-2007 www.sarakali.com All Rights Reserved-Derechos Reservados *Optimized at a resolution of 800x600 |
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