Immanuel Kant de Königsberg
(1724-1808 d.C.)

 

Immanuel Kant, filósofo alemão (Königsberg, Prússia Oriental, atual Kaliningrado, Rússia 1724 - id. 1804)

Professor, nunca deixou sua cidade natal. Escreveu um Ensaio para introduzir em filosofia o conceito de grandeza negativa (1763), depois uma Dissertação sobre a forma e os princípios do mundo sensível e do mundo inteligível (1770). Suas pesquisas conduziram-no à interrogação sobre "os limites da sensibilidade e da razão". Em 1781, publicou a Crítica da razão pura e, em 1785, Fundamentos da metafísica dos costumes. Revisou então sua primeira crítica e depois escreveu Primeiros princípios metafísicos da ciência da natureza (1786), Crítica da razão prática (1788), Crítica do juízo (1790), A religião nos limites da simples razão (1793). Em 1797, publicou Metafísica dos costumes. A filosofia crítica kantiana tenta responder às questões: "Que podemos conhecer?"; "Que podemos fazer?"; "Que podemos esperar?"; e remete a razão ao centro do mundo, como Copérnico remetia o Sol ao centro do sistema planetário - procedimento qualificado de "revolução copernicana". Para que um conhecimento universal e necessário (ou seja, aquele que não é derivado da experiência) seja possível, é preciso, que os objetos do conhecimento sejam regulados pela natureza do sujeito pensante e não o inverso. A Crítica da razão pura realiza esta revolução metodológica e mostra como o entendimento, legislando sobre a sensibilidade e a imaginação, torna possível uma física a priori. Mas, se a natureza está submetida ao determinismo, pode o homem ser livre? É postulando a existência de uma alma livre animada por uma vontade autônoma que Kant põem em movimento a revolução copernicana no domínio prático.

Que devemos fazer? Agir unicamente conforme a máxima que pergunta o que ocorreria se todos fizessem o mesmo, ou seja. se tal ação se tornasse uma lei universal. Que podemos esperar? Para a espécie humana, o reino da liberdade garantido por uma constituição política; para o indivíduo, a saída da menoridade, através da razão.

 

Sócrates de AtenasJean-Jacques Rousseau de GenebraGeorg W. F. Hegel de StuttgartTheodor W. Adorno de Frankfurt

 

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