UMA ALDEIA DO BAIXO ALENTEJO
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| Eis alguns dados e
extractos do BOLETIM
INFORMATIVO da Junta de Freguesia de S. Matias, Volume II, de Junho de 1998
Uma realização de Manuel Aleixo |
Caracterização - S.
Matias, é uma povoação, com cerca de 700 habitantes, desenvolve a sua
actividade profissional essencialmente na agricultura e também algum comércio,
indústria e serviços. Tem vindo a sofrer ao longo dos anos um esvaziamento e um e envelhecimento da população, sendo as causas principais, a falta de trabalho tradicional na agricultura, o abaixamento da taxa de natalidade e a falta de estruturas sócio - económicas, que permitam manter os aglomerados populacionais e evitar o êxodo para os grandes centros urbanos. |
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Dados de 1995:
| Casas existentes | 312 | ![]() ![]() |
| Casas desabitadas | 65 | |
| Casas ocupadas com lojas, oficina, e escritórios e armazéns | 22 | |
| Sede da Junta | 1 | |
| Casa do Povo | 1 | |
| Centro de Dia | 1 | |
| Casas habitadas | 222 | |
| N.º de pessoas existentes na freguesia | 599 | |
| Montes existentes | 20 | |
| Montes desabitados | 4 | |
| N.º de pessoas existentes nos momentos | 80 | |
| total de pessoas | 679 |
Talvez seja importante, transcrever,
também, para aqui, algumas partes da
NOTA
DE ABERTURA,
do Senhor Presidente da Junta de Freguesia de S. Matias, o Senhor Olímpio José Carvoeira:
As aldeias vão-se descaracterizando. As suas tradições e cultura naturais, vão-se diluindo no tempo. O associativismo quase no existe, as relações de família, a sensibilidade e preocupação para com aqueles que nos rodeiam, com os seus inúmeros problemas, são sentimentos do passado, quase me atrevo a dizer.
Todos nós sabermos que a vida moderna decorre uma velocidade estonteante, no há tempo para nada. Mas então como é?...
A nossa terra precisa de todos os seus filhos, vamos ter que começar a olhar mais para «ela» e arranjar um pouquinho de tempo para lhe dedicar. Com o nosso esforço, boa vontade e algum espírito de sacrifício, vamos pôr as nossas capacidades ao seu serviço e fazer alguma coisa pelas crianças, pelos jovens, pelos idosos, em suma, pela nossa terra, a terra que nos viu nascer e onde gostamos de viver.
... Nada na vida nos é dado de mão beijada, tudo tem que ser conquistado. Unamos os nossos esforços. Todos não somos demais para o conseguir.
Olímpio José Carvoeira
NÚCLEOS CULTURAIS da ALDEIA de S. MATIAS
Nesta Aldeia do Baixo Alentejo, Concelho de Beja, ficando a 12 Km, na estrada para Évora, além de outras Associações, também existe um Grupo Coral.
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Grupo Coral do Centro Cultural e
Desportivo de S. Matias
São Matias - Beja - 7800 -751 S. Matias Responsáveis pelo Grupo: Manuel Raposo e Manuel Pinto Data da Fundação - 1986 Número de Elementos - ? Principais MODAS: ? |
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Ver Também,
no índice geral desta PÁGINA joraga2000, a Página dedicada aos Grupos
Corais Alentejanos. O Grupo de S. Matias aparece na LISTA com o número 27,
juntamente com os Grupos do Concelho de Beja.
Algumas Fotografias actuais, dos tempos antigos e uma montagem, fornecidas por Manuel Aleixo...
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![]() Montagem com a Igreja e casas da aldeia... |
UMA EXPLICAÇÃO de joraga2000
Esta Página, como já tive oportunidade de afirmar noutras
situações, é uma PÁGINA estritamente PARTICULAR, inserida no contexto da
minha PÁGINA particular, devido às minhas ligações com S. Matias, e aos
muitos amigos que lá tenho, e portanto de minha inteira de minha inteira
responsabilidade. Atrevi-me a inseri-la neste conjunto, com a ajuda especial da
minha companheira Maria de Fátima da Vinha Borges e de Manuel de Sousa Aleixo e
Família que me forneceram alguns elementos, fotos, e outro material, tanto para
este, como para os dois trabalhos especiais que desenvolvi relacionados com S.
Matias: GRITOS NA SOLIDÃO - DÉCIMAS de INOCÊNCIO DE BRITO e PRESÉPIO
- AUTO POPULAR DO NATAL do POVO de S. MATIAS - Beja. Tive já a
oportunidade, em 1999 e 2000, de oferecer um exemplar destes dois trabalhos ao
Ex.mo Senhor Presidente da Junta de Freguesia, o Sr. Olímpio José
Carvoeira, e à Ex.ma
Senhora Presidente da Casa do Povo, a Sr.ª D. Isabel Borges, que fazem o favor
de ser meus amigos e sempre me trataram com a maior simpatia, e por quem nutro a maior admiração pelo trabalho que vêm
desenvolvendo em favor desta população e desta terra que também é um pouco
minha por adopção. Entretanto os
GRITOS NA SOLIDÃO de Inocêncio de Brito, foram, no essencial, publicados na
Revista ARQUIVO DE BEJA, vol XII - série III, de Dezembro de 1999.
Brevemente, na Página dedicada à POESIA e às DÉCIMAS vou transcrever as de
Inocêncio de Brito, e pelo menos algumas partes do trabalho realizado, deixando
aqui um breve resumo, bem como a Introdução escrita pela sua Bisneta D.
Cremilde de Brito e a Décima dedicada ao seu avô, de José Fialho Brito da
Silva, que seguindo a arte do seu avô, já me confiou um caderno com muitas
Décimas de sua autoria, que ao longo destes meses, vou organizar e estudar para
depois lhe devolver.
Uma apresentação de GRITOS NA SOLIDÃO
DÉCIMAS DE INOCÊNCIO DE BRITO
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A introdução a este trabalho, por. Cremilde de Brito
bisneta do Poeta
que foi Professora em S. Matias e residente em Beja.
...o
segredo do POETA
possivelmente
naqueles OLHOS sedutores
de azul-marinho, inesquecíveis...
«Que
mistério se encerrava naqueles olhos azuis para se gravarem indelevelmente na
memória de uma criança de cinco anos?
Havia
neles qualquer coisa de tão extraordinariamente invulgar que nunca mais se
esqueciam.
Aos
oitenta e cinco anos o seu olhar tinha a cor e o brilho dos olhos de um jovem, a
pureza e a ternura duma criança, uma cor intensamente azul-marinho que eu nunca
antes vira e jamais esquecerei.
Não
era a saudade da sua Terra e dos seus familiares que lhe transmitia aquela
ternura porque estava na casa duma filha rodeado pelos netos e não “num lugar
solitário”.
Talvez
sentisse a nostalgia dos longos e frios serões de boémia, da “vida
reinadia” com companheiros e amigos, dos imensos horizontes do Alentejo que
lhe inspiraram as rimas.
Era
o fulgor da paixão pela liberdade (que mostrou ao recusar o lugar de escrivão
do juiz). Como poderia trocar pela pequenez dum escritório o rubro entardecer
dos dias de Verão, ou o pôr do Sol de uma tarde de Outono, a terna canção
dos passarinhos numa bela manhã de Primavera, a magnificência dos “raios
purpurinos dourando o cume da serra” ou “a luz divina as campinas
prateando”?
A
sua alma sensível que se indignou com o Regicídio e com a crueldade da guerra,
com o “desejo de mandar”, “a cegueira de conseguir”, a “ambição de
possuir” reflectia-se no seu rosto ainda “alegre e sedutor”.
Pensaria
certamente na sua companheira falecida, a esposa que não cantou enquanto ela
viveu, mas que depois homenageou com um autêntico hino de exaltação ao seu
lugar incomparável no seio da família. Chamou-lhe “anjo”, “ser adorável”,
“formosa e bela”, lembrando que, sem a sua presença, a vida é “insuportável”,
que a mulher é insubstituível no lar e que, como Mãe, quando ela falta, a
“sorte não sorri”, os filhos são “como cegos”, porque onde ela não
mantiver “amor, paz, santa união, é sempre uma escuridão, dê-lhe o sol
onde lhe der”. Nessa casa só há penas e amarguras e falta a luz da esperança.
Não
andava “à procura da paz” porque ele era um homem de paz, sensível e bom
e, na luz dos olhos que eu recordo estava a Paz de Deus, a pureza da sua Fé na
“Virgem Bela”.
É
assim que eu vejo ainda aquele corpo franzino, aqueles olhos azuis e doces,
aqueles olhos de Poeta.»
Cremilde Brito
E o Senhor José Fialho, neto e herdeiro da arte poética do seu avô, dedicou-LHE esta DÉCIMA:
|
Foi um homem excepcional |
Não foi à escola mas deu |
|
Viveu tão humildemente |
Prestigiar com dignidade |
Palmela, 13 de Julho de 1999 , José Fialho
DUAS DÉCIMAS DO MESTRE INOCÊNCIO
|
Quasi
no resto da vida |
Sem
os menores embaraços |
|
Foi
éla onde nasceu |
Minha
naturalidade |
Nota: Os acentos, por exemplo “Éla” e “Prà” foram conferidos pelos manuscritos.
|
Estou
por cá bem felismente |
Que
mais pra eu viver triste |
|
A
côr que não desmerêce |
De
dia mando o sentido |
Nota: Ortografia conferida
pelo manuscrito.
Por
onde andou este homem enquanto um dos filhos fazia o serviço militar? Porque é
que não sabe do outro? Porque nunca fala da mulher, ou da mãe dos filhos?
É
ele mesmo que responde, com NOTAS escritas pelo próprio ao lado do MOTE: "Esta obra fis eu quando estive no
monte Corvesso. E, os filhos estavão em diferentes pontos."
"Um era militar, e o mais moço
estava com as cabras da Apariça ao pé de Moura. E eu não sabia onde êle
estava." Monte
Corvesso? Ou Monte Corveiro? No original
parece-nos poder ler Corvesso, mas as pessoas contactadas não conhecem tal nome
e este, como é uma nota, ao lado da Décima, não deve ser invenção. Há algum
Monte, para os lados de Ferreira, com este nome ou parecido?
OUTROS POETAS DE S. MATIAS
(Cuba Alentejo, nasceu em ???? e morreu em 1972), o Manuel de Castro, da Cuba, dedicou uma DEIXA – DÉCIMA à MORTE DO ALFERES BORGES DOS REIS de S. Matias, Beja.
In DEIXAS, de Manuel de Castro, Pesquisa e Comentários de Cristóvão Enguiça, recolha de familiares e população de Cuba, edição da Câmara Municipal de Cuba, Julho de 1987, p.48.
|
Nascido
na humildade |
Foi
Alferes aviador |
|
De
assuntos colegiais |
Sorraia,
pequeno rio |
Nota: Embora não se refira directamente a Inocêncio de Brito, dadas as ligações que estes poetas tiveram entre si, e das Décimas dedicadas a Cuba, que o poeta dedicou a Manuel de Castro, “Eu sou pássaro e tu laço”, achámos por bem incluir aqui esta DEIXA de Manuel de Castro, por se referir a um filho de S. Matias, que dá nome a uma rua vizinha da que foi dedicada a Inocêncio de Brito.
(S. Matias? Beja, nasceu em... e morreu em????)
|
Cá
levo uma saudade |
Se
soubesses, meu amor, |
|
Vê
lá, se tens sentimentos, |
Com
a esperança de não voltar |
Esta DÉCIMA é de ANTÓNIO
MIGUEL CARMO, pai de D. Antónia Carvalho e
dita por ela, em 6 de Abril de 1996.
Esteve 18 meses, nas linhas de
fogo, da 1ª GRANDE GUERRA MUNDIAL, de 1914/18.
(?Ver ??) Nasceu em Junho de
1896 (faria 100 anos neste ano de 1996 ) e faleceu em 25 de Março de 1968.
Talvez tenha sido esta DÉCIMA e
outros poemas que ela recorda, que deixaram à filha esta inclinação ou vocação
para a poesia. (Logo que possível, vamos acrescentar algumas Décimas e outros
poemas de D. Antónia Carvalho, que vi em S. Matias, numa bonita casa perto da Igreja).
Natural de S. Matias, nascido em 1934, esta Décima foi publicada no Boletim Informativo da Junta de Freguesia de S. Matias, Beja, Volume II, Junho de 1998.
|
Quando
o mundo se formou |
Santa
Isabel um dia |
|
Elas
mesmas é que são |
Em
bouquês para namorados |
Outra (III) DÉCIMA, de Francisco Piriquito Junior, S. Matias, Beja, in POETAS POPULARES DO Concelho de Beja, Edição da Câmara Municipal de Beja, 1987.
(Com MOTE de uma QUADRA de António Aleixo e em sua homenagem, – MOTE ALHEIO)
|
Ao 1embrar o personagem |
Não posso rivalizar |
|
Não sigo suas pegadas |
Falando de António Aleixo |
Uma célebre Décima (mesmo só dez versos) do PÔTRA
O senhor Luís Alves, natural de S. Matias, Beja, com cerca de sessenta anos em 1999, autodidacta, senhor de uma cultura e de uma memória fora do vulgar, pode passar um dia inteiro, dizendo por exemplo, factos episódios, datas de nascimento ou morte de grandes personalidades, começando no dia um de Janeiro e seguindo por aí fora..., criando e resolvendo problemas complicadíssimos, dizendo volumes e medidas de rios montanhas quedas de água...
A propósito deste fenómeno que foi Inocêncio de Brito, no final do século dezanove e primeiras décadas do século XX, lembrou-se de um outro PASTOR DE CABRAS, do tempo de frei Manuel do Cenáculo (n. 1724, foi Bispo de Beja e arcebispo de Évora; em 1770, renovou a Diocese de Beja, que tinha deixado de o ser durante uns tempo)...
Quando este sábio pastor andava nas suas vistas e andanças pelo Alentejo, alguns lavradores que sabiam do seu interesse pela literatura e pela poesia, falaram-lhe de um pastor de cabras, o PÔTRA que era um poeta repentista... Cheio de curiosidade quis um dia pôr à prova o famoso pastor com fama de repentista... Levado à sua presença, diz o bispo:
- Faz-me um poema, pastor!
- Dê-me, então, Senhor, o Mote!
No entusiasmo e na galhofa o Bispo bateu as palmas...
Sem esperar mais, sai-se o pastor:
Senhor meu,
bateu as palmas
Pois nós não
somos iguais
Eu sou pastor
de animais
E vós sois
pastor das almas
Sofro frio e
sofro calmas
Sofro do tempo
os rigores
Vós brilhais
entre os doutores
Servindo aos sábios
de exemplo
Eu no prado e vós
no templo
Nós ambos
somos pastores.
Mais uma achega de José Penedo sobre o PÔTRA
Nunca foi possível saber, se existiu, de facto, a DÉCIMA completa do Popular Poeta – o POTRA. Talvez não tenha mesmo existido, porque não era disso que se tratava, mas tão só de uma DÉCIMA simples, como resposta ao desafio lançado pelo Bispo, como se usa nas DÉCIMAS silvadas quando se rima, com Décimas, ao DESPIQUE. Apesar disso e tentando evocar o inspirado Pastor – o POTRA, que gozava de grande fama em Beja e por todos os seus arredores, onde havia feiras e grandes despiques, um dia, o poeta menor, José Penedo, tentou “engendrar” o que seria a DÉCIMA completa, tendo a QUADRA completa como MOTE...
Um Bispo, Pastor de Almas,
Encara o POTRA, pastor...
O Senhor bateu as palmas:
- Nós ambos somos Pastores!
Conta
a estória, que, um dia,
- Creio que um analfabeto
O Frei Manuel do Cenáculo,
Não pode versos fazer!...
Governando com seu báculo
Não sabes ler, escrever!...
E grande sabedoria,
Mas dizem que és esperto...
Quando os montes percorria
- Eles fazem do longe perto!...
Sofrendo o rigor das calmas
Meu labor não são as almas,
Recebendo flores e palmas,
Mas sofrer, do tempo, as calmas,
Encontra o POTRA, o pastor
Da chuva e frio, o rigor...
Poeta de grande valor!
Eu sou, de animais, pastor...
Ele, um Bispo Pastor de Almas!
E o Senhor bateu as palmas...
- Como te chamas, pastor?
- Senhor meu bateu as palmas!!!
Tens fama de grande bardo!
Pois nós não somos iguais...
Faz um verso a meu agrado
Eu sou pastor de animais
E terás os meus louvores
E vós sois Pastor das almas!
Pois muitos te dão valor...
Sofro frio e sofro as calmas
‑ Pois se o ouviste(s), Senhor
Sofro, do tempo, os rigores.
E o pedis com tal calor
Vós brilhais entre os Doutores
Venha o MOTE para o verso!...
Servindo, aos sábios de exemplo!
E o Bispo de olhar travesso
Eu, no prado, e vós no Templo...
Encara o Potra, pastor:
Nós, ambos, somos pastores!
Remetendo para OS OLHOS tema glosado pelo mestre Inocêncio de Brito, ver a Décima, que muitos conhecem: «OS OLHOS, ÓRGÃOS DA VISTA...», "uma filha adoptiva de S. Matias que assina A.A. enviou-nos este poema:
NO OLHAR DOS VELHOS DA MINHA ALDEIA...
No olhar dos velhos da minha aldeia, repousam memórias de tempos em que a seara era mais dourada, o trigo era mais verde e a terra sigilata se contorcia em movimentos sensuais despertados pelas carícias do arado e recebia. qual mulher ardendo em paixão, a semente lançada à terra.
No olhar dos velhos da minha aldeia, repousam imagens claras de raparigas junto ao poço, descalças e de saias arregaçadas, matando o calor com a água que lhes molhava o rosto e escorria por entre os seios, percorrendo lugares secretos dos corpos brancos que eles tentavam adivinhar.
No olhar dos velhos da minha aldeia, repousam alegrias de conversas à mesa da taberna em que um naco de pão e queijo e uma garrafa de vinho, alimentavam a esperança de um amanhã sem fome, sem dor, e o cante fortalecia as almas unindo-as numa só, chegando mais alto, sentindo-se mais fortes...
No olhar dos velhos da minha aldeia, repousam ainda aqueles que já empreenderam a viagem mas que continuam vivos no ondular do trigo, nas oliveiras grávidas de luz e nos chaparros guardiões do sol.
No olhar dos velhos da minha aldeia, repousam, enfim. as almas antigas dos sábios, dos simples, dos que choram de emoção ao ver a vida em cada planta recém-nascida, em cada gota de água que a alimenta, e continuam crianças desvendando o milagre de cada novo amanhecer.
A. A., S. Matias, Beja, Primavera de 1999.
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Foi
pastor, foi professor |
Todo
o tema lhe servia |
|
Pelas
andanças da vida |
Enquanto
os outros vendiam |
|
Mestre
Inocêncio de Brito |
Um
mestre que foi pastor
|
O PRESÉPIO - Um AUTO DO NATAL do POVO DE S.
MATIAS
outro trabalho que seria importante divulgar.
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Esta é a minha HOMENAGEM, por agora, a S. Matias, a terra que, desde que parti do Alentejo, em 1995, me mantém ligado a Beja e a essa Região onde trabalhei quase duas décadas. Prometo continuar. Talvez este trabalho possa ser um esboço para a PÁGINA oficial a criar pelas autoridades competentes, e para que os "filhos" naturais de S. Matias e os amigos, dispersos pelo Mundo, possam contactar com a terra onde nasceram ou onde têm alguns amigos.... Quando, e se visitar esta Página, e tever elementos ou críticas ou sugestões, CONTACTE:
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