sem valor
sobre a obsolescência da sociedade do trabalho e da mercadoria

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Se, para gerar mais valor, na esteira das novas tecnologias propiciada pela 3ª Revolução Industrial, o capital vem suprimindo cada vez mais trabalho humano – provocando assim, de modo inevitável, o desemprego em massa de todas as "velhas" forças produtivas (trabalhadores, máquinas, terras etc.) e a conseqüente imersão da humanidade na reprodução precária e miserável da vida, até o limite da pura barbárie – então perde completamente sentido perpetuar o trabalho e o dinheiro enquanto única condição para os homens alcançarem seus meios de vida. O capitalismo está no fim da linha, pois seu fundamento lógico está estruturalmente abalado: o valor e sua fonte, o trabalho, tornam-se obsoletos e totalmente irracionais como formas de relação social. Contradição, absurdo: a riqueza em excesso gera a pobreza em excesso. Mas assim também abre-se a mais rica das possibilidades humanas: os produtos poderão perder sua forma de mercadoria e de valor. Há muito a riqueza poderia se tornar totalmente social – SEM VALOR. Trata-se então de empurrar aquilo que cai!

Nesta página deposita-se o refugo "sem valor" que a sociedade da mercadoria despreza e tanto odeia: trata-se de reflexão e crítica desta condição falsa, de luta contra o ofuscamento e a fetichização generalizados que reproduzem este sistema. Em tempos tão críticos, não se trata mais de trabalho, mas há algo de árdua tarefa nisso...

"Quem poderia, numa casa em pleno incêndio, escrever tranqüilamente tratados estéticos sobre o sentido das cores dos grilos?" Wilhelm Reich

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