
Da mesma forma que a bicicleta, a bagagem é muito pessoal. Existem itens
básicos e supérfluos, a depender do ponto de vista pessoal e das necessidades para cada
tipo de viagem. O que deve ser observado com muita atenção e cuidado é a distribuição
e a arrumação da carga. O ideal é que se distribua o peso por igual (no caso de dois ou
quatro alforjes), evitando concentrar mais peso sobre um eixo que outro ou mais peso de um
lado que de outro.
Outra forma de carga que se deve evitar, é a carga empilhada, formando volumes altos
(carga vertical). Esse tipo de arrumação desequilibra muito a bicicleta, exigindo muita
concentração e tornando difícil e perigosa a tarefa de pedalar, em qualquer que seja a
situação (subidas, descidas, cascalho, areia ou vento). O mais seguro e correto é
distribuir a carga o mais próximo da linha dos eixos possível. Dessa forma, a bicicleta
ficará melhor estabilizada, pois o peso estará relativo ao centro de gravidade. O que
levar, e quanto levar vai variar com o tipo da viagem a ser feita.
Quando viajo, procuro sempre carregar o mínimo de peso possível, evitando equipamento
desnecessário e consequentemente sobre carga. Gosto de ter sempre espaço sobrando nos
alforjes, assim evito danifica-los e também à carga, pois normalmente carrego comida
(pão, frutas, biscoito, etc.) e água nesses espaços que sobram. Geralmente carrego
entre 25 e 35 kg (sem contar com a bicicleta), dependendo da necessidade de fazer camping
selvagem. O peso oscila durante o dia com o consumo e a reposição de água e comida.
Costumo sempre levar comigo em qualquer tipo de viagem, uma barraca pequena de camping só
por garantia de em ultimo caso não dormir exposto ao tempo. Dou preferência a pernoitar
em albergues, pousadas ou qualquer hotelzinho barato, onde posso dormir tranqüilo, deixar
minhas coisas com mais segurança e tenho pelo menos um banho e café da manhã
garantidos. |