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São Gonçalo era candidato a padroeira do Brandão

Quando a Cia. Ferro Brasileiro começou a construir o bairro operário, com casas, clubes, campo, cemitério e, obviamente, a igreja, havia uma questão fundamental a ser decidida entre tantas. Quem seria o padroeiro do bairro?

Um candidato forte na época, conforme conta Antônio Claret, seria São Gonçalo do Amarante, cuja igreja já estava em estado precário.

Enquanto se construía a igreja do bairro, o nome de São Francisco de Assis despontou então como favorito, por ser o santo de grande devoção de José da Silva Brandão, fundador da Cia. Ferro Brasileiro, origem do bairro.

José Brandão, o empresário, tinha na sala uma imagem grande de São Francisco de Assis. Outro sinal de sua devoção ao santo é que um de seus filhos chamava-se Francisco de Assis da Silva Brandão.

Prevaleceu, então, o nome do atual padroeiro.

A razão para a construção da igreja no local onde foi erigida e mesmo o porque da escolha de São Gonçalo para seu patrono não é conhecida. (p.a.)

Jornal fornece o primeiro documento

A busca por informações e documentação sobre a igreja recebeu sua primeira contribuição, por coincidência, em um texto publicado na coluna "Memórias de Caeté", pelo jornal Acontece, de circulação local.

O texto é o seguinte:

 

"Presentes do clero

"Ao que parece, Caeté mantinha bons relacionamentos com o clero e caiu nas graças do Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei Antônio de Guadalupe (1725/1740), pois o mesmo mandou três provisões para a cidade, no período de dois anos.

"Uma, em 25 de maio de 1729: "Passei provisão de licença aos moradores da freguesia da Vila Nova da Rainha, das Minas, deste bispado, para erigirem uma capela com a invocação de São Gonçalo do Amarante, no distrito da dita freguesia, julgado o Revmo. Pároco ser conveniente e sem prejuízo dos direitos paroquiais"

"Em 13 de fevereiro de 1730: "Passei provisão de coadjutor da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso e São Caetano, da freguesia do Caeté das Minas, deste bispado, por tempo de um ano ao Pe. Maurício da Rocha Oliveira".

"Em 09 de julho de 1731: "Passei provisão para servir de coadjutor da Igreja e freguesia de Caeté, da Comarca do Sabará das Minas do Ouro, deste nosso bispado, ao Padre Manoel Ribeiro da Silva, por tempo de um ano, com cláusula de ser encaminhado e aprovado pelo Revmo. Vigário da Vara da Matriz do Ribeirão, para ofício de pároco, sem a qual não valerá".

"Estes dados foram descobertos pelo historiador José Gomides Borges nos arquivos da Cúria do Rio de Janeiro.

"Fonte: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de M.G, 1981.

"Estudo feito pelo Pe. Benjamin Carreira de Oliveira sobre a Matriz de N. S. do Bom Sucesso."

Sonho aponta futuro melhor para Caeté

São Gonçalo era candidato a padroeira do Brandão

 

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